Há muitas vagas para cientista de dados no Brasil e no mundo, mas faltam
profissionais qualificados para desenvolver esse tipo de trabalho. De acordo
com informações de uma consultoria americana, das 12 mil oportunidades abertas
nos Estados Unidos em 2015, apenas 50% foram preenchidas. Até pouco tempo atrás, a carreira era muito autodidata ou amparada em cursos livres. A função do cientista é pegar os dados que estão armazenados digitalmente e
transformá-los em informações úteis para o cliente.

Essa carreira em dados une o conhecimento em Engenharia de Software, em Ciência de Dados e em Machine Learning. Pessoas que atuam nessa área se tornam responsáveis por garantir que modelos de Machine Learning funcionem de forma otimizada e possam ser escalados para dar conta de um grande volume de dados. Isso permite que esses tipos de cientistas de dados entreguem maior valor ao negócio e, caso ganhem domínio em uma área específica, como finanças ou marketing, podem se tornar grandes referências. No dia a dia, cientistas de dados nem sempre precisam lidar com expressões matemáticas diretamente, já que as bibliotecas automatizam grande parte das rotinas, mas é importante conhecê-las a fundo. A pessoa cientista de dados também cuida da visualização dos insights encontrados e do compartilhamento desses achados para outras pessoas em uma linguagem compreensível. É dever dessa pessoa cuidar do deploy do modelo ou algoritmo de análise para que ele seja utilizado no dia a dia, como parte de outra aplicação.

Vale a pena estudar para ter essa profissão?

Não é apenas sobre lidar com números ou estatísticas; é sobre extrair significado e valor de um mar de dados, possibilitando insights que moldam decisões empresariais, políticas públicas, e até mesmo avanços científicos. Para lidar com essa questão, elas estão se voltando para as plataformas multipersona Data science and Machine Learning (DSML), dando origem ao cargo de “cidadão cientista de dados”. Segundo levantamento da Robert Half, o cientista de dados é um dos profissionais mais requisitados de 2021, ao lado do especialista em cybersecurity e o analista de infraestrutura sênior. Os setores que têm uma alta demanda pelo profissional de tecnologia são o mercado financeiro, varejo, telecomunicações, educação e infraestrutura. Na visão estratégica, é o cientista de dados quem vai apoiar o negócio com o fluxo de informações, desde a compilação, organização, armazenamento e análises que devem guiar as tomadas de decisões mais assertivas. “Uma boa análise pode até mesmo antecipar e indicar tendências de mercado”, afirma Carolina.

Descubra o que fazem cientistas de dados, salário, habilidades necessárias e como se tornar data scientist neste guia completo. É comum confundir os termos “ciência de dados” e “inteligência de negócios” (BI), pois ambos se relacionam com os dados de uma organização e a análise desses dados, mas com focos diferentes. Por curso de cientista de dados isso o profissional de tecnologia precisa ficar atento ao negócio como um todo, e não apenas aos dados. Na lista estão presentes habilidades paralelas à análise de dados, como a engenharia de software. Este campo envolve a realização, desenvolvimento e implementação de soluções de programas, aplicativos e plataformas.

Como funciona a interdisciplinaridade desta profissão?

A Autostrade per l’Italia implementou diversas soluções IBM para uma transformação digital completa, a fim de melhorar a maneira como monitora e mantém seu grande número de ativos de infraestrutura. Para facilitar o compartilhamento de códigos e outras informações, os cientistas de dados podem usar notebooks GitHub e Jupyter. Ciência de dados e BI não são mutuamente exclusivas; organizações voltadas para tecnologia usam ambas para interpretar e extrair valor de seus dados. De acordo com o levantamento da Robert Half que mencionamos no início, o salário de um cientista de dados sênior pode chegar a R$ 26,7 mil. Depois de ler todos estes números, ficou interessado em se especializar na área para atuar como cientista de dados? Se você atua na área de tecnologia, já deve ter ouvido a clássica frase “os dados são o novo petróleo”, proferida pela primeira vez pelo cientista de dados londrino Clive Humby.

o que faz cientista de dados

Os analistas de dados geralmente focam na interpretação e apresentação de dados existentes para responder a perguntas específicas. Eles se concentram mais em relatórios e insights derivados de conjuntos de dados já estruturados. Apesar da demanda de mercado, o primeiro bacharelado em Ciências de Dados do Brasil só foi criado em 2019, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP), que fica em São Carlos. A grade curricular do curso é bem completa e passa por disciplinas da área de Matemática, Tecnologia da Informação (TI) e até o Direito.

Aprimoramento de Habilidades Técnicas:

Isso não apenas mantém a carreira desafiadora e interessante, mas também assegura uma demanda contínua por profissionais qualificados. A formação e as habilidades necessárias para ser um cientista de dados vão muito além do conhecimento técnico. Elas abarcam uma combinação de educação formal, aprendizado contínuo e desenvolvimento de competências interpessoais. A formação acadêmica para cientistas de dados frequentemente começa com uma graduação em áreas como Estatística, https://www.didigalvao.com.br/ciencia-de-dados-conhecendo-a-area-e-suas-principais-ferramentas/ Matemática, Ciências da Computação ou Engenharia. No entanto, o campo é notavelmente interdisciplinar, e profissionais com formações diversas podem se tornar cientistas de dados, desde que adquiram as habilidades técnicas necessárias. AutoAI, um recurso de desenvolvimento poderoso e automatizado do IBM® Watson Studio, acelera a preparação de dados, o desenvolvimento de modelos e os estágios de engenharia de recursos do ciclo de vida da ciência de dados.